A violência contra a mulher permanece como um desafio para o país. Os números de casos só aumentam, e os especialisatas em Segurança Pública avaliam que o feminicídio é uma epidemia ignorada. Os dados mais recentes mostram que a cada dia 4 mulheres são mortas no Brasil. O número de feminicídio no Brasil bateu recorde em 2025, com 1.470 casos registrados de janeiro a dezembro, superando a marca anterior de 2024, com 1.464 casos, sendo o maior número de casos desde a tipificação do crime em 2015. image 18 A violência contra a mulher tem endereço fixo:

  • 64% dentro da casa das vítimas
  • 89% dos criminosos são parceiros ou ex-parceiros
  • 64% das vítimas são negras
  • 70% tinham entre 18 e 44 anos
  • 48% foram mortas com arma branca (faca)
  • 23% foram mortas com arma de fogo

image 19 Para tentar mudar esse cenário, o governo lançou na última quarta-feira o Pacto Nacional Contra o Feminicídio que une os Três Poderes para agir na prevenção e proteção de mulheres. A ideia é fazer com que medidas protetivas sejam mais rápitas e eficazes, e que os órgãos do Estado trabalhem e agressores sejam detidos e responsabilizados com mais rapidez. O Congresso tem atuado fortemente nesta causa. Criou a Lei Maria da Penha, que completa 20 anos. Em 2015, apresentou o projeto que tipificou o feminicídio como crime punido com penas mais duras. Além disso, o Senado criou lei que prevê cotas em licitações públicas para mulheres vítimas de violência, e que hoje está incorporada à nova lei de licitações. 

Para a senadora Margareth Buzetti (PL-MT), o pacto é bom mas não é suficiente, para ela seria preciso que houvesse investimento em educação: "Eu penso que deveria constar na grade curricular do ensino, falar sobre a violência, para que o menino ou a menina não normalizem que ele vê a mãe sofrendo em casa", disse. Assista a reportagem da TV Senado:

 

 

Fonte e imagens: TV Senado