A Secretaria de Segurança Pública do Piauí, por meio da Polícia Civil e Polícia Militar, cumpriu, na última terça-feira (05), um mandado de prisão definitiva contra um homem identificado pelas iniciais G.R.S., de 29 anos, no município de Luís Correia.WhatsApp Image 2026 05 06 at 14.23.03A ordem judicial foi expedida pela 1ª Vara Criminal de Parnaíba, após o trânsito em julgado da sentença condenatória, que fixou a pena em 12 anos e 8 meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado. O condenado também deverá pagar indenização no valor de R$ 500 mil por danos morais à vítima.

Após a prisão, o homem foi submetido a exame de corpo de delito e encaminhado à Central de Flagrantes de Parnaíba, onde permanece à disposição do Poder Judiciário para o início do cumprimento da pena.

O delegado João Felipe, titular do DHPP, destacou a importância do cumprimento da decisão judicial. “Essa prisão representa a resposta do Estado diante de um crime grave, garantindo que o condenado cumpra a pena imposta pela Justiça. Seguimos firmes no enfrentamento à violência, especialmente nos casos que envolvem violência contra a mulher”, afirmou.

A ação foi coordenada pela Polícia Civil do Piauí, por meio da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa e Repressão e Combate ao Tráfico de Luís Correia.

Relembre o caso

O crime ocorreu no dia 3 de maio de 2019, no Campus Alexandre Alves Oliveira, da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), em Parnaíba, e ganhou grande repercussão em todo o estado.

Na ocasião, o acusado, então estudante da instituição, invadiu uma sala de aula armado com uma faca e manteve a ex-namorada sob ameaça. A vítima sofreu ferimentos nos braços e nas mãos, além de ter sido ameaçada de morte durante o período em que permaneceu em cárcere privado. Ela foi liberada após negociação conduzida pela polícia e encaminhada ao Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda).

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri condenou o réu pelos crimes de estupro, cárcere privado qualificado e dano qualificado, todos praticados no contexto de violência de gênero, conforme a Lei Maria da Penha. Embora tenha recorrido da sentença inicial em liberdade, a ordem de prisão foi expedida após o esgotamento dos recursos judiciais.

Fonte: Ascom SSPPI