A Secretaria de Segurança Pública do Piauí, por meio da Polícia Civil e Polícia Militar, cumpriu, na última terça-feira (05), um mandado de prisão definitiva contra um homem identificado pelas iniciais G.R.S., de 29 anos, no município de Luís Correia.
A ordem judicial foi expedida pela 1ª Vara Criminal de Parnaíba, após o trânsito em julgado da sentença condenatória, que fixou a pena em 12 anos e 8 meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado. O condenado também deverá pagar indenização no valor de R$ 500 mil por danos morais à vítima.
Após a prisão, o homem foi submetido a exame de corpo de delito e encaminhado à Central de Flagrantes de Parnaíba, onde permanece à disposição do Poder Judiciário para o início do cumprimento da pena.
O delegado João Felipe, titular do DHPP, destacou a importância do cumprimento da decisão judicial. “Essa prisão representa a resposta do Estado diante de um crime grave, garantindo que o condenado cumpra a pena imposta pela Justiça. Seguimos firmes no enfrentamento à violência, especialmente nos casos que envolvem violência contra a mulher”, afirmou.
A ação foi coordenada pela Polícia Civil do Piauí, por meio da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa e Repressão e Combate ao Tráfico de Luís Correia.
Relembre o caso
O crime ocorreu no dia 3 de maio de 2019, no Campus Alexandre Alves Oliveira, da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), em Parnaíba, e ganhou grande repercussão em todo o estado.
Na ocasião, o acusado, então estudante da instituição, invadiu uma sala de aula armado com uma faca e manteve a ex-namorada sob ameaça. A vítima sofreu ferimentos nos braços e nas mãos, além de ter sido ameaçada de morte durante o período em que permaneceu em cárcere privado. Ela foi liberada após negociação conduzida pela polícia e encaminhada ao Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda).
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri condenou o réu pelos crimes de estupro, cárcere privado qualificado e dano qualificado, todos praticados no contexto de violência de gênero, conforme a Lei Maria da Penha. Embora tenha recorrido da sentença inicial em liberdade, a ordem de prisão foi expedida após o esgotamento dos recursos judiciais.
Fonte: Ascom SSPPI